
A fotografia são os nossos olhos: eles observam, guardam na memória e contam. Uma imagem não é só a reprodução do que está diante da câmera: ela resulta de uma posição, de um enquadramento, de um momento, de uma luz e de uma intenção. Nas nossas oficinas, a fotografia é uma escola do olhar tanto quanto uma prática técnica.
Trabalhamos com fotografia digital e analógica, com câmeras simples, câmeras reflex, filme 35 mm, médio formato ou processos sem câmera, conforme o projeto. O digital permite experimentar rápido e olhar os resultados em grupo. O analógico traz outro tempo: o número limitado de poses convida a desacelerar, observar e decidir antes de disparar.
Os primeiros encontros tratam de enquadramento, composição, luz, foco, distâncias e dos diferentes tipos de plano. Quem participa experimenta o retrato, a paisagem urbana, o detalhe, a série e a combinação de várias imagens. Cada exercício está ligado a uma questão de narrativa, para que a técnica continue sendo um meio, e não um fim.
A oficina também desenvolve uma leitura crítica das imagens. Observamos como um bairro é representado na mídia, que cenas se repetem, que pontos de vista faltam e que estereótipos podem ser reforçados por um enquadramento ou por uma legenda. Produzir as próprias fotografias vira uma maneira de responder, de trazer nuances e de construir um contracampo.
Olhar em grupo as imagens produzidas é essencial. O grupo examina as folhas de contato ou as séries, diz o que vê, distingue a intenção do efeito produzido e aprende a selecionar. As legendas, a ordem das imagens e os formatos de impressão permitem, depois, construir uma narrativa fotográfica coerente.
Conforme o projeto, quem participa também descobre a fotografia pinhole, o fotograma, a cianotipia ou a revelação no laboratório. Esses processos tornam visível a materialidade da imagem e abrem uma relação mais experimental com a luz, o tempo e o rastro.
a oficina em imagens
fotografias: quem participou das oficinas e a equipe da mOst










