mon oeil sur terre apresenta
cinema
Três filmes completos, com som e legendas em quatro idiomas, e rolos de super 8: imagens feitas com quem vive o que elas mostram.
em cartaz ↓em cartaz
Cada filme foi rodado com quem vive o bairro: suas perguntas, sua vizinhança, seus lugares. Escolha uma sessão, apague a luz.
- 01la calle más chingona de jalisco2023 · Ciudad Guzmán, México
20 min · versão original em espanhol (México) · legendas fr · pt · en · es - 02la vie aux ruches2024 · Marselha
14 min · versão original em francês · legendas fr · pt · en · es - 03la cité des bulles2022 · Argenteuil
12 min · versão original em francês · legendas fr · pt · en · es
sessão 01 · 20 minla calle más chingona de jaliscoCiudad Guzmán, México, 2023
sessão 02 · 14 minla vie aux ruchesMarselha, 2024
sessão 03 · 12 minla cité des bullesArgenteuil, 2022os rolos
Quatro rolos de super 8, filmados em 2025 e em 2026 e digitalizados quadro a quadro, em Argenteuil, em Medellín, em Bagnolet e em Montreuil.
ver os rolos em grande formato →champagne e val nord, argenteuil2025
golondrinas, medellínjunho de 2026
les malassis e la noue, bagnoletagosto de 2026
la noue, montreuil e bagnolet · fachadas, mosaicos, relevosagosto de 2026
uma forma de transmitir vozes, gestos e transformações
Os filmes dão continuidade a alguns projetos quando a imagem em movimento permite tratar uma questão com mais precisão. Eles podem ser o coração de um documentário em vídeo, uma produção nascida de uma residência, uma correspondência entre territórios ou uma forma curta integrada a uma exposição.
Cada filme é pensado como uma obra com seu próprio ponto de vista. Tema, protagonistas, lugares, ritmo, estrutura, voz em off, arquivos e eventual trilha sonora são escolhidos de acordo com o que o grupo quer transmitir. Evitamos montagens que reduzem quem participa a depoimentos justapostos ou que usam suas falas para confirmar uma narrativa escrita em outro lugar.
A realização envolve ao máximo quem participa: preparação, filmagem, revisão do material bruto, seleção, discussão da montagem e escolha de onde o filme será mostrado. Quando a pós-produção fica a cargo de profissionais, as decisões editoriais continuam sendo compartilhadas, e as pessoas filmadas recebem informações claras sobre os usos previstos.
A exibição é organizada como um momento de encontro. Apresentar o filme no bairro permite reunir as pessoas que aparecem nele, as famílias, as organizações e o público. A conversa que vem depois pode fazer surgir novas memórias, divergências, desdobramentos ou pedidos para exibir o filme em outros lugares.
A publicação na internet não é automática. Algumas obras são feitas para circular amplamente; outras devem ficar restritas a um contexto local ou educativo. Definimos com quem participa as plataformas, o tempo de acesso, as eventuais legendas e as condições de apresentação, para preservar o sentido e o consentimento.
Os filmes podem depois se tornar ferramentas de mediação, de memória ou de defesa de direitos. Eles continuam sempre ligados ao processo que os produziu e às pessoas que são suas autoras. Uma ficha de contexto acompanha as exibições quando os filmes saem do território de origem.
outros filmes
- 2023 · les visages du petit nanterre · NanterreUm documentário em vídeo filmado no verão: retratos de moradoras e moradores de hoje, até a história das favelas (bidonvilles) de Nanterre.
- 2024 · les nuages de pablo · NanterreA memória do esporte na Cité Pablo Picasso, aos pés das torres Nuages (“nuvens”): fotografias, sons, relatos e um documentário, pensados como um arquivo coletivo.
- 2022 · les solidarités de la noue · BagnoletQuinze jovens de 15 a 18 anos constroem uma reportagem sobre as redes de solidariedade do bairro, contra a imagem negativa que se costuma passar dele: questionários, enquetes de rua, entrevistas, voz em off.
- 2025 · au chemin de l’île · NanterreDois anos depois de “nt vrai”, de volta ao Chemin de l’Île: com a 4 Chemins, jovens do bairro realizam um documentário em vídeo sobre sua relação com o bairro e com o futuro.