territórios / mapa mOst
mapa mOst
uma geografia de projetos ligados pelas narrativas
todos os territórios
frança
brasil
colômbia
méxico
argélia
O mapa mOst situa os territórios onde trabalhamos e os vínculos construídos entre eles. Ele não apresenta uma coleção de destinos. Cada ponto corresponde a uma relação com uma organização local, com moradoras e moradores, com artistas e com a história de um projeto. As linhas entre as cidades tornam visíveis as correspondências, os retornos e os olhares cruzados.
Nosso trabalho tem raízes sobretudo na Île-de-France, onde nossos projetos se desdobram em Argenteuil (Champagne, Val Nord, centro), em Bagnolet (La Noue, La Capsulerie, Les Malassis), em Nanterre (Petit Nanterre, Chemin de l’Île, Cité Pablo Picasso), em Montreuil (La Noue-Clos Français, Bel Air, Grands-Pêchers), e também em Saint-Denis, Aubervilliers, La Courneuve, Drancy, Pantin e Melun, além de escolas de ensino fundamental em Romainville, Noisy-le-Grand e Gagny.
Em Marselha, nossa presença foi construída no 13º distrito, em Les Ruches, Les Olives, La Marie e La Maurelle. Essa continuidade permite trabalhar a memória das transformações, os vínculos entre gerações e as correspondências com outras periferias.
O método também foi experimentado em Les Valmeux, em Vernon, na Normandia, e em Îles de Mars, em Le Pont-de-Claix, perto de Grenoble. Esses territórios ampliam nossa geografia para além da Île-de-France e de Marselha e confirmam a importância dos parceiros locais.
No Brasil, os projetos circularam entre a Rocinha, a Júlio Otoni e a Maré, no Rio de Janeiro, a comunidade do Bode, em Recife, e a Ladeira da Preguiça, em Salvador da Bahia. As parcerias com organizações de bairro e o trabalho de artistas com raízes locais permitem produzir narrativas que resistem aos olhares simplificadores vindos de fora.
Na Colômbia, a mOst trabalhou em Medellín, na Comuna 8 (distrito da cidade), especialmente em Golondrinas e em 13 de Noviembre, e em Bello Oriente, na Comuna 3, além de Siloé, em Cali. No México, os projetos foram desenvolvidos em Valle de Chalco com o Museo Comunitario del Valle de Xico, em Cruz Blanca, em Ciudad Guzmán, e em Cherán, no estado de Michoacán. Na Argélia, um trabalho de longo prazo começou em Argel, no conjunto habitacional da Rampe Vallée.
Alguns territórios estão ligados diretamente: La Capsulerie, Valle de Chalco e Ciudad Guzmán; Bel Air e Grands-Pêchers, em Montreuil, com a Rocinha e a Júlio Otoni; La Noue-Clos Français e a Rocinha; Les Ruches e a T.L., na Rocinha; Llanaditas, em Medellín, com a Rocinha e a Maré. Esses olhares cruzados formam uma geografia translocal em que as periferias trocam entre si sem passar por uma narrativa central única.
O mapa está em constante evolução. Ele distingue os projetos realizados, as parcerias consolidadas e as novas relações em construção. Permite entender que a rede da mOst não se baseia em uma expansão abstrata, mas na duração, na reciprocidade e na capacidade dos parceiros locais de conduzir os projetos com moradoras e moradores.